26/02/2011




Agora, sei e percebi que não passavas de comprimidos, eles eram o tratamento da minha inconstância de sentimentos. Todos os dias precisava de uma parte de ti, por isso ingeria o comprimido de cor negra que era a cura da solidão. Logo, sentia - me protegida, nada me poderia afectar estava sempre nos teus braços. Depois ao meio do dia ingeria o amarelo, esse ajudava-me a não ter medo, pois as promessas eram “ quero ficar contigo para sempre” , “ Adoro-te” e “Não me deixes”, ao senti-las tocar no meu coração, os arrepios fugiam.
Ao final da tarde ingeria o de cor vermelha, esse era a cura da infelicidade. Os teus olhos, o teu sorriso, os teus abraços, tudo fazia parte do comprimido. Eu saberia que após, chegaria os efeitos secundários, como as lágrimas, como o vazio, como o carimbo nas minhas costas, como a revolta, como os momentos, difíceis de esquecer da mente. A receita do medicamento era maliciosa, tinha vários ácidos, várias cores que provocavam ilusão, era simplesmente nocivo e tóxico.
O pior já acabou, o medicamento já não me provoca efeitos secundários, só e apenas um, o vazio. But, you don’t care a bit!

5 comentários:

  1. Gostei. Se ao menos existissem mesmo comprimidos para curar todos esses males :/

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  2. exacto princesa é mesmo por causa da escola !
    então está aceite pelas duas :p

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Obrigada pelo teu comentário! As críticas fazem-me crescer e os elogios não me sobem o ego, simplesmente me fazem continuar a escrever ainda mais :)